OpenAI evita derrota judicial para Elon Musk, mas julgamento expõe rivalidade e crises na elite da IA
A OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT e avaliada em US$ 852 bilhões, saiu vitoriosa na disputa judicial contra Elon Musk e manteve os planos para realizar o que pode se tornar uma das maiores ofertas de ações (IPO) da história.
Apesar da vitória, o julgamento também trouxe desgaste para os dois lados.
Musk tentava afastar Sam Altman do comando da OpenAI e defendia mudanças na empresa. Durante o processo, porém, testemunhas chegaram a chamar Altman de desonesto, o que abalou a imagem do executivo.
Para Sarah Kreps, diretora do Instituto de Política Tecnológica da Universidade Cornell, o julgamento mostrou o quanto o futuro da IA ainda depende de um grupo muito pequeno de empresários poderosos e de rivalidades pessoais.
“O julgamento destacou não apenas a disputa entre Musk e Altman, mas também uma desconexão maior entre as pessoas que desenvolvem esses sistemas e aquelas que terão de viver e trabalhar com eles”, afirmou.
Musk acusava a OpenAI, Altman e Greg Brockman, outro cofundador da empresa, de abandonarem o objetivo inicial da companhia: permanecer sem fins lucrativos e desenvolver IA em benefício da humanidade.
Altman respondeu dizendo que Musk tentava enfraquecer a OpenAI para favorecer sua própria empresa de inteligência artificial.
Na segunda-feira (18), um júri federal de nove pessoas, em Oakland, na Califórnia, concluiu que Musk demorou demais para abrir o processo e perdeu o prazo legal para a ação.
Após três semanas de julgamento, com centenas de provas e depoimentos de alguns dos maiores nomes da tecnologia, os jurados levaram menos de duas horas para chegar à decisão, baseada principalmente em uma questão técnica.
Musk afirmou que vai recorrer da decisão e criticou a juíza Yvonne Gonzalez Rogers, responsável pelo caso. Em publicação na rede social X, ele a chamou de “juíza ativista terrível” e acusou a magistrada de criar um precedente perigoso.
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